Segundo os gregos, Apolo, filhinho mimado, queria porque queria dirigir o universo, recém tirado no consórcio por Zeus, seu pai. A mãe, Leto, tinha infundado orgulho pelo Apolinho, considerando-o um deus da música (sem nunca ter gravado um disco), da poesia (sem nunca ter publicado um livro) e da caça (tinha medo de barata). Mas adorava uma briga de rua.

Certa feita, peitou Píton, enorme serpente que flagelava a cidade de Parnaso. Seus conhecimentos sobre cobras foram bastante úteis nesse momento, não esmorecendo na hora de pegar na dita cuja. Apolo venceu a pugna, mas ficou mal falado na cidade.

Também quis encarar os cíclopes, que em terra de cego eram reis, e por isso foi expulso do Olimpo pelo painho. Na pindaíba, sem a mesada de Zeus, resolve pastorear gado. Nas horas vagas participa alegremente de jam sessions, tocando em parceria com Pan, que atacava de fole.

Calíope, mocinha prendada, engravidou de Apolo na primeira chance, nascendo desse rolo Orfeu. Faéton, outro pimpolho do feliz casal, certa vez roubou o carro de Sol de Apolo. Tantas barbeiragens fez que secou várias regiões do planeta, mas como era filho e neto de gente graúda não teve sequer a carteira de motorista apreendida. Apolo, desgostoso da vida, resolve ganhar dinheiro. Vira pastor evangélico, funda o Templo de Apolo e atualmente manda mais que o próprio pai.

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