Em nossa incansável procura pelo conhecimento humano (já até colocamos anúncio em jornal), iniciamos esta série com o intuito de escarafunchar as entranhas dos nobres leitores que, em princípio, só lembram que têm entranhas quando estas doem:

Estômago

Mais conhecido como “saco sem fundo”, esta bolsa no final do esôfago serve, até que se prove o contrário, para guardar comida (quando tem) até o início da fase química da digestão. E já que ninguém mastiga as 40 vezes indicadas, o grude chega em grandes pedaços, provocando dificuldades socioculturais, haja vista que o arroto, subproduto da digestão, não avisa quando sai.

Antes que alguém, em santa inocência, pergunte qual fruta produz o suco gástrico, fiquem sabendo que este é formado por secreções de três tipos de glândulas: as cárdicas, as pilóricas e as fúndicas que saem na porrada com o bolo alimentar (ué, quem está de aniversário?) assim que chega lá embaixo. Às vezes o suco gástrico é tanto, tamanha a covardia cometida contra o bololô que, com sentimento de culpa, parte para digerir o próprio estômago formando a úlcera, provando que não se pode confiar nem em suco!

Se os leitores estão se sentindo um pouco mais importantes, lembrem-se de sua grande responsabilidade diante do tênue equilíbrio cósmico em relação ao eu interior quando forem comer uma empadinha no botequim.

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